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Só sei que nada sei

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SÓ SEI QUE NADA SEI?Editar

De onde surgiu a expressão “só sei que nada sei”:

Original em grego : Ἓν οἶδα ὅτι οὐδὲν οἶδα Traduções: - para o francês: Je sais que je ne sais rien, ou ainda Je ne sais qu'une chose, c'est que je ne sais rien - para o inglês: One (thing) I know, that I know nothing ou One thing I know is that I know nothing. - para o português: só sei que nada sei

REFERÊNCIAS


LIVROS:

Sartre, Jean-Paul. O Ser e o Nada – 8ª. Ed. – 2000 – tradução Paulo Perdigão - Ed. Vozes, p. 57 (...) O próprio Sócrates, com sua famosa frase “só sei que nada sei”, designa com esse nada precisamente a totalidade de ser considerada enquanto Verdade. (...)

Jean Brun (professor de filosofia da universidade de Dijon). Sócrates – Publicações Don Quixote – Lisboa 1984, tradução de Carlos Pitta a partir da edição francesa publicada por Presses Universitaires de France, Paris 1982, p. 65, 85-86, 111 “Sócrates recusa ser um mestre que ensina; ele não cessa de dizer e de repetir que nada sabe; (...)”. “em meio de tantos sofistas (...) Sócrates afirma que nada sabe. Nada sabendo ele nada pode ensinar” (...) “Sócrates nada sabe, mas sabe isso em nome de uma exigência de saber mais alta de que Hípias nem mesmo suspeita (...)” “(...) e sabemos que Sócrates não cessava de repetir que a única coisa que sabia era que não sabia nada;”

Marilena Chauí, Convite à Filosofia, 9ª. Ed., 1997, ed. Ática, p. 12 “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do senso comum e, portanto, começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber; por isso, o patrono da Filosofia, o grego Sócrates, afirmava que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer: “Sei que nada sei”.

Jostein Gaarder. O Mundo de Sofia – Cia das Letras. Trad. João Azenha Jr. “(...)Um filósofo sabe muito bem que, no fundo, ele sabe muito pouco, justamente por isto ele vive tentando chegar ao verdadeiro conhecimento. Sócrates foi uma dessas raras pessoas. Ele sabia muito bem que nada sabia sobre a vida e o mundo. E agora é que vem o mais importante: o fato de saber tão pouco não o deixava em paz. Um filósofo, portanto, é uma pessoa que reconhece que há muita coisa além do que ele pode entender e vive atormentado por isto. Desse ponto de vista, ele é mais inteligente do que todos que vivem se vangloriando de seus pretensos conhecimentos. “Mais inteligente é aquele que sabe que não sabe”, lembra-se? O próprio Sócrates dizia que a única coisa que sabia era que não sabia de nada. Grave bem esta afirmação, pois esta confissão é uma coisa rara mesmo entre os filósofos.(...)”

François Chatelet – da Universidade de Paris – História da Filosofia 1 – A filosofia pagã, 2ª. Ed. – Zahar Editores, trad. Maria José de Almeida, 1981, p. 78-79 - “Ao término dessa conversação, Sócrates teve que reconhecer: ‘Eis um homem que é menos sábio do que eu. É possível de fato, que não saibamos, nem um nem outro, nada de bom. Mas ele crê que o sabe, quando nada sabe, ao passo que eu, muito embora, de fato, não saiba, não creio que saiba; pareço, em todo caso, ser mais sábio que ele pelo menos num pequeno ponto, este precisamente: que eu não creio que saiba o que não sei.’ (Apologia de Sócrates, 21b)”. - “Em mim não há absolutamente produção de saber e a censura que precisamente me fizeram muitas pessoas, de colocar questões aos outros e de nada produzir eu próprio sobre nenhum assunto, por não possuir nenhum saber, é uma censura bem fundada. (Teêteto, 150c)”

Henry Thomas. A história da Raça Humana – Ed. Globo. - Trad. Gilberto Miranda – 9ª. Ed., 1983, p. 103 Sócrates (...) costumava chamar-se o homem mais sábio de sua época; todavia, sustentava que todo o seu saber consistia no seguinte: sabia que não sabia nada.”


Platão, Apologia de Sócrates – Tradução de Maria Lacerda de Souza “Então, pus-me a considerar, de mim para mim, que eu sou mais sábio do que esse homem, pois que, ao contrário, nenhum de nós sabe nada de belo e bom, mas aquele homem acredita saber alguma coisa, sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber.”

Barsa eletrônica ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. Sócrates: "Só sei que nada sei." Com essas palavras Sócrates reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos, que o apontara como o mais sábio de todos os homens. (...)


INTERNET:

É aproximadamente aquilo que em O Ser e o Nada aparece como a conduta interrogante, e por isso a antecipação da verdade não é o pré-verdadeiro, mas a ques- tão. Assim, antecipação, interrogação e questão, quando consideradas em relação à verdade, supõem a ignorância como condição ou fundo sobre o qual se constrói a busca da verdade, ou uma ignorância que se sabe tal. Sartre refere-se aqui ao famoso exemplo de Sócrates: só sei que nada sei é afirmação da ignorância no sentido de tudo que está por saber, portanto de uma presença primária do ser ao sujeito. http://64.233.169.104/search?q=cache:9pXLGU9dH2UJ:e-revista.unioeste.br/index.php/tempodaciencia/article/view/147/91+s%C3%B3crates+sei+nada+tradu%C3%A7%C3%A3o&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=18&gl=br


Gustavo Bernardo. O ENCANTADOR CÉTICO: Francisco Sánchez e Miguel de Cervantes UERJ – UFMG – CNPq (Trabalho apresentado no GT de Ceticismo no XII Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF em Salvador, BA, em 24 de outubro de 2006) (...) Francisco Sánchez, por seu turno, desespera mas persiste: ele precisa saber mas sabe que não pode saber. Sánchez, provavelmente a partir da leitura de Arcesilau, põe em questão a célebre afirmativa de Sócrates, “só sei que nada sei”, asseverando que: “nem sequer sei isto: que não sei nada. Suspeito, todavia, que nem eu nem os outros. Seja meu estandarte esta proposição, que aparece como a que se segue: nada se sabe” (Sánchez, 1581: 55). Quando Sócrates disse saber apenas que nada sabia, ele fez uma afirmação paradoxal, provavelmente irônica, que já revelava o caráter auto-contraditório do conhecimento e da linguagem. O filósofo espanhol explicita este caráter e põe sob suspeita exatamente o sujeito que saberia ao menos que nada sabia: como ele pode saber que é um “ele” e não um nada? Não posso saber sequer que nada sei, assim como todos, porque não posso saber sequer quem sou e se sou. Dessa maneira a sua proposição, o seu estandarte, traz o sujeito obrigatoriamente indeterminado: que nada se sabe. SÁNCHEZ, Francisco (1581). Que nada se sabe. Madrid: Espasa Calpe, 1991. http://paginas.terra.com.br/arte/dubitoergosum/ar18.htm


Apologia de Sócrates / Banquete Categoria : Clássicos / Platão Autor : Platão ISBN : 8572323392 Descrição : "Só sei que nada sei". Com estas palavras Sócrates reagiu ao pronunciamento do oráculo de Delfos, que o apontava como o mais sábio de todos os homens. Sócrates dizia que a filosofia não era possível enquanto o indivíduo não se voltasse para si próprio. "Conhece-te a ti mesmo" era o seu lema. Apologia de Sócrates e Banquete são duas obras-primas de Platão. O primeiro é o relato da defesa de Sócrates perante a assembléia ateniense. O Banquete é a narrativa feita por Apolodoro acerca do banquete que Agáton havia oferecido a alguns amigos, no qual Sócrates estava presente. O tema debatido é o amor. Tradução:Editora: Martin Claret Coleção: A Obra-Prima de Cada Autor Ano: 1999 http://www6.ufrgs.br/idea/modules.php?op=modload&name=books&file=index&req=view_subcat&sid=65


Enfim: a filosofia desmistifica, porque o sujeito (dotado de Razão), pleno de amor ao saber, contrasta com a ignorância, ou melhor, com a cegueira e a ingenuidade da desrazão dos prisioneiros encerrados no fundo da caverna. Desse modo, o antigo prisioneiro, agora tornado filósofo, faz valer (dirigido pela idéia do Verdadeiro e do Bem) a univocidade do discurso racional, para poder espantar-se e confessar o seu próprio espanto: “NADA SEI!”; despertando assim do seu sono dogmático. Eis em Sócrates, consoante escritos de Platão, a verdadeira dramatização da ascese do conhecimento. Tal é a dimensão pedagógica da filosofia platônica.

A sua tarefa filosófica consiste em formar a capacidade de sentir espanto, de desenvolver automaticamente o pensamento; consiste em provocar a ‘elevação’, no compromisso irônico com o ‘não sei nada’. Por outro lado, essa tarefa contrasta com a instância ‘profissional’ de ampliar o ‘saber positivo’ [isto é, técnico], exigência inteiramente incompatível com o irônico ponto de partida representado pelo ‘não sei nada’ (...).” http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/166387


Mas, para Sócrates, ao abordar a questão do que é o conhecimento seguia uma direção oposta. Para ele o verdadeiro conhecimento só poderia ser atingido através da definição absoluta. Se não se poderia definir uma coisa absolutamente, então não se saberia exatamente o que ela era. Para ele tal conhecimento era inatingível, inclusive para ele. E com modéstia afirmava, que a única coisa que sabia era que “nada sabia”. Ou seja, a famosa frase do filósofo: “ Só sei que nada sei”. http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/resenha_ver.asp?id=26


Deborah Vogelsanger. O DISCURSO SOCRÁTICO EM KIERKEGAARD No primeiro caso, o da pergunta estar representando a relação do in- divíduo que profere a pergunta, com o objeto da questão, o esforço é feito para liberar o fenômeno de toda e qualquer relação finita que possa existir com o sujeito, criando um relacionamento mais receptivo para com o objeto. Esta relação com o perguntar está expressa, segundo Kierkegaard em uma das afirmações mais características de Sócrates: “eu não sei nada”. http://64.233.169.104/search?q=cache:yTePTg-z-rIJ:venus.ifch.unicamp.br/cpa/boletim/boletim04/23vogelsanger.pdf+s%C3%B3crates+sei+nada+tradu%C3%A7%C3%A3o&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=20&gl=br


Gonçalo Armijos Palácios (Filósofo, professor da Universidade Federal de Goiás) Opção (Goiânia), 4 nov. 2001. Extraído do site do filósofo de Olavo de Carvalho. Conheço a história da filosofia não por ouvir falar, mas pela leitura das fontes. E fiquei espantado quando li um dos manuais que aparentemente é o mais usado no ensino médio. Trata-se do texto Convite à Filosofia (São Paulo : Ática, 1995) de uma das mas conhecidas figuras da academia filosófica brasileira, Marilena Chaui. O manual é um eivado de afirmações, umas inexatas, outras falsas, muitas completamente descontextualizadas e outras francamente ridículas. Na página 12, por exemplo, se diz que Sócrates “afirmava que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer: ‘Só sei que nada sei’”. Sócrates jamais fez semelhante afirmação. E a autora não diz as circunstâncias em que a frase “só sei que nada sei” foi dita. Mas peço ao leitor atenção: uma coisa é afirmar ‘a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer só sei que nada sei’ — nunca proferida por Sócrates — e outra completamente diferente dizer apenas ‘só sei que nada sei’. Isto último, sim, foi dito por Sócrates — mas perceba-se que nada se diz sobre ser a primeira e fundamental verdade filosófica. A autora não diz o lugar em que podemos encontrá-la. A afirmação se encontra nas primeiras páginas da Apologia de Sócrates, escrita pelo seu discípulo Platão, e não deixa lugar a dúvidas sobre o que significa. Sócrates afirma aí que um amigo, Carefon, perguntou ao oráculo de Delfos se havia alguém mais sábio que Sócrates. A resposta foi que “ninguém é mais sábio que Sócrates”. Este conta que ficou perplexo ao saber o que o oráculo tinha dito porque não se considerava sábio. Ora, por outro lado, o deus não podia estar mentindo ao fazer semelhante afirmação. Sócrates, então, se viu na necessidade de interpretar o que o oráculo dizia e chegou à conclusão de que, à diferença de muitos que diziam saber muitas coisas que no fundo não sabiam, ele, Sócrates, era ciente da sua ignorância. Sua sabedoria, portanto, consistia em reconhecer que nada sabia. Era isto que o tornava mais sábio do que os outros. Este é contexto da expressão ‘só sei que nada sei’. http://www.olavodecarvalho.org/convidados/palacios.htm


Sócrates percebe que a sabedoria começa pelo reconhecimento da própria ignorância. “Só sei que nada sei” é, para Sócrates, o princípio da sabedoria, atitude em que se assume atarefa verdadeiramente filosófica de superar o enganoso saber baseado em idéias pré-concebidas. O sofista “sabe tudo”, e transmite um saber pronto,sem crítica (que Platão identifica com uma mercadoria, que o sofista exibe e vende). Sócrates diz nada saber e, colocando-se no nível de seu interlocutor, dirige uma aventura dialética em busca da verdade,que está no interior de cada um. -O sofista faz retórica. Sócrates faz dialética. http://www.filosofiavirtual.pro.br/socrates.htm


Outras referências:

Apologia de Sócrates, por Platão: “τούτου μὲν τοῦ ἀνθρώπου ἐγὼ σοφώτερός εἰμι· κινδυνεύει μὲν γὰρ ἡμῶν οὐδέτερος οὐδὲν καλὸν κἀγαθὸν εἰδέναι, ἀλλ' οὗτος μὲν οἴεται τι εἰδέναι οὐκ εἰδώς, ἐγὼ δέ, ὥσπερ οὖν οὐκ οἶδα, οὐδὲ οὄιμαι· ἔοικα γοῦν τούτου γε σμικρῷ τινι αὐτῷ τούτῳ σοφώτερος εἶναι, ὅτι ἃ μή οἶδα οὐδὲ οἴομαι εἰδέναι”

Traduzido ao inglês “I am wiser than this man, for neither of us appears to know anything great and good; but he fancies he knows something, although he knows nothing; whereas I, as I do not know anything, so I do not fancy I do. In this trifling particular, then, I appear to be wiser than he, because I do not fancy I know what I do not know.”

Há informações ainda de uma passagem de Diógenes Laertius: “εἰδέναι μὲν μηδὲν πλὴν αὐτὸ τοῦτο εἰδέναι”

Traduzido ao inglês: he knew nothing except that he knew that very fact [i.e. that he knew nothing]

Οιδα ουδεν ειδιος. [Ξέρω μόνο ότι δεν ξέρω τίποτα.] Só sei que nada sei.

Σωκράτης Sócrates


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