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CNBB elege conservador para Pastoral Social

 

Um bispo tido como conservador e ligado à Renovação Carismática foi eleito ontem para o setor de Pastoral Social da CNBB pela 41ª Assembléia Geral da entidade, que termina hoje em Itaici, distrito de Indaiatuba (SP).

 

D. Aldo Pagotto, 53, bispo de Sobral (CE) e membro da "Pastoral de Convivência com o Semi-Árido", venceu d. Demétrio Valentini, ligado aos progressistas [...].

 

Bispos progressistas, que preferiram não ser identificados, falam que a entidade sai um pouco mais conservadora e menos crítica de Itaici este ano. Sobre a eleição de d. Aldo, alguns chegaram a falar em "retrocesso". D. Amaury Castanho, bispo de Jundiaí (SP) e um dos principais articuladores do lado dos "conservadores" - ele rejeita o termo, dizendo que todo bispo é conservador-, afirma que a CNBB ficou "mais moderada". "Estou mais do que satisfeito, conseguimos mais do que o esperado", disse.

 

A secretaria geral é o principal cargo executivo da entidade. O setor de Pastoral Social costuma ser a principal voz crítica da CNBB.

 

Questionado se a entidade manteria o tom "radical" no "Grito dos Excluídos" - evento, de cuja organização participa o setor de Pastoral Social, que reúne no Sete de Setembro organismos como a Pastoral da Terra, a Pastoral do Povo de Rua e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) -, d. Aldo disse: "Vamos partir para o diálogo, e não para o confronto".

 

[...]

 

"Seitas"

 

[...] Segundo d. Benedito Beni dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, que falou à imprensa ontem sobre o texto, pela primeira vez a CNBB incluiu no documento uma preocupação explícita com o avanço de igrejas neopentecostais, usando o termo "seitas" e atacando o que chamaram de "teologia da prosperidade".

 

"O documento se refere à religião que promete emprego, sucesso etc.", disse d. Benedito.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u48870.shtml

 

 

15/05/2011

 

Igreja negocia com os conservadores para impor nova derrota à ultradireita católica

 

[...] Os novos tempos da política nacional se refletem na disputa recente entre a parcela mais radical da Igreja Católica, liderada pela Arquidiocese Metropolitana de São Paulo, e setores outrora progressistas, hoje no campo da centro-direita, apenas como uma barreira de contenção ao ultraconservadorismo dos signatários daquele panfleto que acusava a então candidata, a atual presidenta Dilma Rousseff, de defensora do aborto, prócer do comunismo ateu, líder guerrilheira, ladra e assassina. [...] assinado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB [...]  processo, até agora inconcluso, para identificar a participação do bispo D. Luiz Gonzaga Bergonzini, da Diocese de Guarulhos (SP) na campanha de difamação contra Dilma Rousseff.

 

[...] Até o término das eleições na CNBB, encerradas com a posse de Dom Raymundo Damasceno, em missa rezada nesta sexta-feira, a ultradireita tentou ocupar os cargos em disputa. Dom Raymundo foi eleito em segunda votação, com 196 votos, pois no primeiro escrutínio, apesar da dianteira, não alcançou a maioria necessária de dois terços, 182 votos. Em segundo lugar ficou o cardeal Dom Odilo Scherer, com 75 votos.

 

[...] A ascensão de D. Raymundo Damasceno, segundo D. Waldir, foi uma forma de conter o avanço da ultradireita, após uma negociação entre os setores progressistas e a centro-direita religiosa.

 

– A tentativa de setores da Igreja de estabelecer a hegemonia de São Paulo sobre o país incomodava o Nordeste e boa parcela de religiosos de Norte a Sul do Brasil, o que colocou de um lado o cardeal paulistano e, de outro, os representantes das demais dioceses, representados por outro cardeal, D. Damasceno. Embora o atual presidente da CNBB seja de uma linha bastante moderada da Igreja, não se compara ao grupo de bispos que fez aquela besteira (o panfleto) contra o aborto, ainda na campanha eleitoral – avaliou.

 

A escolha do secretário-geral da CNBB, D. Leonardo Steiner, sucessor do lendário bispo da prelazia de São Félix do Araguaia, D. Pedro Casaldáliga – de atuação decisiva na luta contra a ditadura militar no país – equilibra, de certa forma, a disputa com a ultradireita católica, na análise de D. Waldyr Calheiros.

 

– A CNBB é um colegiado e, em uma estrutura como esta, a Secretaria-Geral é decisiva no estabelecimento das linhas de apoio às comunidades eclesiais de base, principais redutos de resistência contra a opressão do sistema e último ponto de apoio às comunidades que não têm voz junto à sociedade – afirmou.

 

Ainda assim, de acordo com o bispo progressista, que resistiu ao lado dos trabalhadores à invasão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, pelas forças do regime militar em 9 de novembro de 1988, quando três operários foram assassinados e outros 40 sairam feridos do episódio, “os movimentos de base esfriaram no Brasil”.

 

– As pastorais foram ocupadas por políticos de carreira e perderam muito do objetivo de sua existência ao longo dos últimos anos, o que deixou espaço para o crescimento do conservadorismo observado na ação dos bispos alinhados a D. Odilo Scherer. A disputa na CNBB demonstra o quanto foi necessário se negociar para que se chegasse a um frágil ponto de equilíbrio, preservadas as iniciativas populares de apoio aos grupos mais fragilizados da sociedade – concluiu.

 

Gilberto de Souza é jornalista, editor-chefe do Correio do Brasil.

 

http://dialogospoliticos.wordpress.com/2011/05/15/igreja-negocia-com-os-conservadores-para-impor-nova-derrota-a-ultradireita-catolica/.

 

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