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Memórias de uma guerra suja (fichamento)


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Memórias de uma Guerra Suja - Cláudio Guerra

Cláudio Guerra foi policial, assim como Sérgio Fleury, e não militar do exército. Trabalhou no DOPS nos anos 70 e participou dos grupos de caça aos “terroristas”. No livro, ele fala de uma “irmandade”, organização anti-esquerda que sobreviveu à redemocratização iniciada no Regime Militar.

Já chegou às livrarias “Memórias de uma guerra suja” [...], que traz longo depoimento do ex-delegado de polícia Cláudio Guerra sobre os crimes que cometeu a serviço da Ditadura Militar, recolhido pelos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto. São fortes revelações, que causaram algum impacto na mídia depois que o jornalista Tales Faria (IG) antecipou diversos trechos do livro. [...]

Após ler a obra, convenci-me de que se trata de importantíssimo subsídio para uma investigação acurada de diversos episódios-chave da repressão política levada a cabo pelo regime militar. [...] suas afirmações sobre certos episódios são verossímeis, o que ficou demonstrado por apurações iniciais.

[...] As pessoas cujos corpos teriam sido incinerados foram capturadas e assassinadas em dezembro de 1973, como João Batista Rita (M3G) e Joaquim Pires Cerveira (FLN); em 1974, como João Massena Melo, José Roman, Davi Capistrano, Luis Ignácio Maranhão Filho (todos do PCB), Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier Filho (ambos da APML), Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva (ambos da ALN); em 1975, como Armando Frutuoso (PCdoB).

Também do ponto de vista geográfico a explicação é plausível, pois quase todos esses militantes passaram pelos cárceres do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército, na rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, e vários foram sabidamente conduzidos à “Casa da Morte”, em Petrópolis. Portanto a usina Cambahyba era relativamente próxima do local onde as pessoas foram assassinadas.

[...] Outra revelação importante diz respeito ao paradeiro do corpo de Nestor Veras, militante que ingressou ainda jovem no PCB, nos anos 1940, desaparecido desde abril de 1975 sem qualquer pista. Guerra assume a execução de Veras, que “tinha sido muito torturado e estava agonizando” na Delegacia de Furtos e Roubos de Belo Horizonte. “Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois”, relata (p. 39). O membro do comitê central do PCB teria sido enterrado numa mata próxima a Belo Horizonte, “na estrada para Itabira” (p. 64).

[...] No livro, Ustra também é apontado como um dos autores intelectuais da morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury, notório assassino de presos comuns e presos políticos (p. 100). [...]

Há muitos outros pontos do depoimento de Cláudio Guerra que, por sua relevância, merecem ser tratados em outro texto: é o caso do envolvimento de artistas e jornalistas com o time de torturadores e assassinos do qual fazia parte o ex-delegado do DOPS-ES.

http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/mundos-do-trabalho/notas-sobre-o-livro-bomba-do-ex-delegado-claudio-guerra.html.


O delegado Sérgio Fleury foi o principal responsável pela tentativa de captura e morte de Carlos Marighella - ícone da esquerda revolucionária [...]

Participou da prisão dos estudantes da UNE (Congresso de Ibiúna, 1968); foi acusado de determinar o extermínio de militantes em São Paulo (1968-1969); chefiou a captura, seguida da troca de tiros que matou Carlos Marighella (1969) e de buscas visando a prender diversos opositores ao regime ditatorial militar ligados a este último (1971).

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgio_Fleury


O ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) Cláudio Guerra – personagem principal do polêmico livro Memórias de uma Guerra Suja dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros – sofreu um atentado na última madrugada. A afirmação foi feita pelo senador Paulo Paim (PT-RS) na tribuna do senado na tarde desta quinta-feira, dia 16. As informações são do site IG.

De acordo com o senador, três homens cercaram o local onde Guerra estava escondido – uma casa geriátrica no interior do Espírito Santo – e atiraram.

No livro, Guerra confessa diversos crimes cometidos em nome da ditadura militar, entre eles torturas, assassinatos, incineração dos corpos de diversos presos políticos, além da participação no atentado a bomba do Riocentro. Além dos relatos dos crimes, o ex-delegado ainda delata os cúmplices dos crimes.

http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/05/16/ex-delegado-do-dops-claudio-guerra-sofre-atentado/.


Assuntos relacionadosEditar

Ex-delegado explica o surgimento do crime organizado no Brasil


ReferênciasEditar

MEDEIROS, Rogério; NETTO, Marcelo. Memórias de uma guerra suja. Rio de Janeiro: Topbooks, 2012. 291 p. ISBN 9788574752044.



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