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Marxismo cultural (reflexões e citações de internet)

Segue um texto simplificado (e sem as devidas revisões) sobre o tema "marxismo", por conta de sua volta à cena nas discussões político-ideológicas verificadas na internet (principalmente na forma do que os propagandistas chamam de "marxismo cultural").


Marxismo: o diabo anda à espreita


Perseguido e combatido pelas forças conservadoras e reacionárias desde seu desenvolvimento no Século XIX, o Marxismo se tornou com o passar dos anos o principal inimigo das classes dominantes, desde a prática supressão do anarquismo e adesão pelas classes mais favorecidas ao liberalismo (principalmente no aspecto econômico).

Maldizendo a propriedade privada, o lucro, a exploração das classes dominadas, e pregando a luta de classes, a revolução e a abolição do capitalismo (!), não houve movimento organizado (teorica e politicamente) tão ferozmente combatido no mundo contemporâneo. Amaldiçoado pelos Papas desde seu início, responsável pela criação da primeira Associação Internacional dos Trabalhadores, incentivador e participante das Revoluções da Europa do Séc. XIX (estabelecimento da nova ordem pós-Revolução Francesa) e da Comuna de Paris em 1871 (primeira tomada do poder pela classe proletária na história), além das greves e movimentos pelas conquistas dos direitos dos trabalhadores ao longo do tempo (ao lado dos anarquistas e demais socialistas), não é sem razão que as classes dominantes - organizadas em torno da direita política - tivessem motivos para temê-lo. Seu combate agudizou-se de forma especial nas primeiras décadas do século XX, com a tomada do poder pelos fascistas de Mussolini nos anos 20 na Itália (apoiados pela classe dominante em nome do combate ao comunismo), Hitler em 1933 (que tinha como principal alvo os marxistas, chegando a utilizar a estratégia de ligar os marxistas aos judeus e ao sistema financeiro internacional para melhor combatê-los), Franco na Espanha (que usurpou o poder dos comunistas eleitos democraticamente por meio de uma Guerra Civil sangrenta, governando a Espanha até a década de 70), Salazar em Portugal (que governou ao mesmo estilo de Franco e de seus colegas anticomunistas por quase 40 anos, até ter seu regime derrubado pela Revolução dos Cravos), ou mesmo Vargas no Brasil entre 1937 e 1945 (que há época da simpatia ao fascismo contava mesmo com o apoio dos Integralistas de Plínio Salgado - um dos grandes teóricos da Democracia Cristã no Brasil, especialmente com sua exposição em "O Conceito Cristão da Democracia"). Na segunda metade do século, tendo como pivô ainda os comunistas/marxistas, os conflitos se deslocariam para a América Latina, com o estabelecimento de ditaduras militares anticomunistas na imensa maioria dos países da região (até mesmo nos EUA a caça aos comunistas ocorrera a partir dos anos 50, no período conhecido como Macarthismo, com prisões e interrogatórios). No Brasil, o embate ideológico estava acirrado nos anos 60 entre os movimentos sociais de orientação esquerdista e as forças conservadoras (grandes proprietários, industriais, classes médias, Igreja, etc. - a propaganda conservadora era clara em relação às mazelas do comunismo, como o confisco das propriedades, subversão da moral e dos costumes, práticas anticristãs, "comer criancinhas", etc.). A partir dos anos 70 esse tipo de conflito seria então verificado na África por conta das guerras anticolonialismo, muitas das quais vencidas por partidos alinhados ao comunismo.

De fato, todos os movimentos anticomunismo (vencedor das forças esquerdistas na grande maioria dos casos, com parcas exceções como Cuba ou Vietnã - ou China anos antes) foram apoiados pelas classes dominantes e conservadoras da sociedade - capitaneadas especialmente pela Igreja Católica na posição de organizadora da sociedade civil. E não são por acaso os acordos entre o Vaticano (inimiga declarada do socialismo desde as primeiras décadas do século XIX - com várias bulas a esse respeito) e Mussolini (cujo desentendimento com as autoridades católicas só se daria tardiamente por conta da intromissão do governo nas associações católicas leigas da Itália na época, cuja autonomia contrariava naturalmente os preceitos totalitários do fascismo), da mesma forma como a vinculação entre a Igreja e Franco ou Salazar (este último inclusive vinculado ao Centro Católico Português), ou as polêmicas em torno das relações entre a Igreja e o nazismo alemão à época do Papa Pio XII (famoso por ser um ferrenho anticomunista, descendente da nobreza italiana) ou o apoio das alas conservadoras da Igreja aos movimentos militares anticomunistas na América Latina - algumas mantendo uma postura mais crítica a partir do recrudescimento das práticas contrárias aos direitos humanos, em um momento que a "ordem" já estaria razoavelmente restabelecida - enquanto outras alas, mais opositoras, seriam constantemente associadas ao marxismo, como a Teologia da Libertação (movimento que hegemoniza grandemente às atuações das alas progressistas da Igreja Católica na América Latina na segunda metade do século XX).

Um dos poucos movimentos organizados constantemente colocados na ilegalidade, sendo seus membros perseguidos e presos ao longo da história recente. Contudo, a partir do final da Segunda Guerra, o Ocidente veria crescer o embate contra o autoritarismo representado pela velha ordem aristocrática, paternalista e tradicionalista, que iria resultar na ascensão das manifestações a favor de uma maior liberdade, da igualdade entre os sexos, dos direitos das minorias, e tudo que disso decorreria. Os anos 60 foram um grande divisor de águas nesse sentido, abrindo a porta para que forças progressistas fossem gradualmente adentrando ao poder político estruturado. Mas a reação não deixou de existir (de volta aos EUA, foram nos anos 60 os anos de chumbo na agenda do movimentos dos direitos civis, o combate ao racismo, ao militarismo, etc. - e na Europa seria a época do famoso Maio de 68, em que os estudantes passaram a impor sua agenda progressista de caráter mais libertário, contra o tradicionalismo autoritário das gerações passadas).

Em relação ao marxismo, contudo, os mesmos movimentos continuam ainda hoje culpando-o por todas as mazelas e demonizando sua atuação. Se a época de Hitler eles eram culpados pela desgraça do povo alemão (por estarem associados ao capital internacional e aos judeus em uma conspiração contra a soberania dos povos e promovendo a subversão doentia dos valores tradicionais), e nos anos 60 eram um risco concreto para o estabelecimento de uma "ditadura sindical" com valores imorais e relativistas (que foi combatido com ditadura em sentido contrário...), atualmente continua associado a esses e outros valores na propaganda de seus detratores. A título de exemplo, hoje pode-se encontrar os marxistas: por trás da conspiração do aquecimento global (com o fim de destruir o capitalismo e a soberania dos povos); por trás da manipulação de nossa História (via manipulação dos livros de História e da imposição de sua versão dos fatos); por trás da formação ideológica de nossos estudantes (os professores de nossas crianças e nas Universidade seriam em sua maioria de formação marxista); por trás de nossa mídia (jornalistas organizados em seus sindicatos seriam a maioria de tendências marxistas); os roteiristas e diretores de nossas novelas, filmes, etc. assim como cantores, letristas e artistas em geral; infiltrados em governos, promovem a agenda multicultural (em especial em favor de islâmicos e africanos), ambientalismo (em favor de ONGs multinacionais com interesses escusos), aborto, pesquisas com células tronco (ambos também em favor de associações internacionais com interesses contrários aos da sociedade, financiados por organismos que só falta serem associados aos judeus e ao sionismo), laicismo, direito dos gays, cotas, relativização do direito à propriedade (promovendo inclusive invasões e não punindo delitos), ampliação dos direitos dos bandidos, favorecimento da precarização e do descrédito das instituições como a polícia, o judiciário, o exército, perseguição à Igreja, etc., etc., etc. Difícil saber do que o marxismo não é culpado. É... o diabo anda à espreita. E o diabo é o marxismo.

 

O que é o marxismo cultural?

Grosso modo, são as teorias marxistas aplicadas no nível cultural, e não econômico. Segundo os denunciadores desse mecanismo sutil de infiltração e dominação da teoria marxista na cultura ocidental, trata-se de uma técnica sofisticada desenvolvida com base nas formulações marxistas de Antonio Gramsci, Georg Lukács, Escola de Frankfurt (especialmente Marcuse) - que se utilizou dos ensinos de Freud pra estabelecer sua Teoria Crítica -, e Jacques Derrida com seu desconstrucionismo. A ideia parece simples: uma conspiração entre os formadores de opinião para criticar, relativizar e subverter os valores tradicionais de forma a tornar possível a imposição de novos valores que facilitem a dominação totalitária de governos de esquerda...

 

Do artigo sobre o tema constante na Wikipedia pode-se extrair as seguintes afirmações:

"Com o final da guerra e a consumação do fato, e com a tomada do poder na Rússia (parte oriental da Europa) em 1917, pelos comunistas, os intelectuais marxistas ocidentais começaram a se perguntar por que no ocidente, nos grandes países "capitalistas" (Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Estados Unidos), as previsões de Marx não acontecera.

[...] Marx já tinha dado algumas dicas no Manifesto Comunista, dentre elas Marx escreveu:

"Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas." "Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual. A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública. A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento e uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital."

[...] A família centrada na Moral judaico-cristã, no Direito Romano e na Filosofia Grega clássica, em resumo, a Cultura ocidental, é o que impede de o marxismo ser aceito no Ocidente, concluíram.

Os descobridores desta conclusão foram o húngaro Gyorgy Lukacs, e o italiano Antonio Gramsci. Disseram eles - os trabalhadores são alienados e não percebem que são dominados por essas perversidades burguesas.

É célebre a frase de Lukacs: "Quem irá nos salvar da cultura ocidental?"

Passaram então a imaginar estratégias que pudessem usar para atingir essa objetivo, que sabiam eles, era de longo prazo.

Daí surgiu o "marxismo cultural", que passou a atuar nas universidades e escolas em geral, na midia, no meio artístico, e produziu o "politicamente correto" e toda uma série de "lutas" no seio da sociedade ocidental.

Princípios gerais

Lukács forneceu as linhas gerais, a meta seria incutir nos trabalhadores a consciência de classe.

Gramsci inventou a revolução cultural, com o objetivo de mudar o senso comum da humanidade.

Os teóricos da Escola de Frankfurt, em especial Horkheimer, Adorno, Marcuse e Habermas tiveram a ideia de misturar Marx e Freud e inventaram a "Teoria Crítica", cuja intenção é criticar a cultura ocidental.[5]

Da França, o "marxismo cultural" recebeu a providencial colaboração do “desconstrucionismo” de Jacques Derrida.

A desconstrução de um texto (ou de um fato histórico) permite que se elimine o seu significado, substituindo-o por outro que se pretende.

No Estados Unidos a lenta mas eficaz germinação do "politicamente correto" foi a contribuição americana ao marxismo cultural. Marcuse é considerado o precursor do "politicamente correto" no Estados Unidos, com a ajuda de Adorno. Os dois fugiram para o EUA ao início da segunda guerra mundial.

"Faça amor, não faça a guerra" - disse Marcuse, e com isso colocou a sexualidade na trama.

Marcuse via um futuro adverso para a humanidade e foi ele que iniciou a "luta de classes" entre sexos. [...]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Marxismo_cultural


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