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Carlos LacerdaEditar

Carlos Frederico Werneck de Lacerda (Rio de Janeiro, 30 de abril de 1914 – Rio de Janeiro, 21 de maio de 1977) foi um jornalista e político brasileiro.

Fundador em 1949 e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa e criador, em 1965, da editora Nova Fronteira.

Tornou-se militante comunista, seguindo os passos de seu pai, Maurício de Lacerda, e do seu tio Paulo Lacerda, antigos militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Sua primeira ação contra o governo de Getúlio Vargas implantado com a revolução de 1930 deu-se em janeiro de 1931, quando planejou, junto com outros comunistas, incentivar marchas de desempregados no Rio de Janeiro e em Santos durante as quais ocorreriam ataques ao comércio.

Em março de 1934, leu o manifesto de lançamento oficial da Aliança Nacional Libertadora (ANL), entidade ligada ao Partido Comunista do Brasil, em uma solenidade no Rio de Janeiro à qual compareceram milhares de pessoas.

Rompeu com o movimento comunista em 1939.

A partir de então, como político e escritor, consagrou-se como um dos maiores porta-vozes das ideologias conservadora e direitista no país, e grande adversário de Getúlio Vargas, e dos movimentos políticos trabalhista e comunista.

Foi membro da União Democrática Nacional (UDN), vereador (1945), deputado federal (1947–55) e governador do estado da Guanabara (1960–65).

Inimigo político de Getúlio Vargas, Carlos Lacerda foi o grande coordenador da oposição à campanha de Getúlio à presidência em 1950, e durante todo o mandato constitucional do presidente, até agosto de 1954. Uniu-se a militares golpistas e aos partidos oposicionistas (principalmente a UDN) num esforço conjunto para derrubar o presidente Vargas, através de acusações que publicava em seu jornal, Tribuna da Imprensa.

Lacerda participou ainda de nova tentativa de golpe de estado, em 1955, quando se uniu aos militares e à direita udenista para impedir a eleição e a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek e de seu vice-presidente, João Goulart.

Durante seu governo, foi divulgado que policiais assassinavam os mendigos que perambulavam pela cidade e jogavam seus corpos ao rio da Guarda, afluente do rio Guandu. O governo de Carlos Lacerda foi acusado pela imprensa de oposição de ter dado instruções aos policiais para que realizassem estes assassinatos. Lacerda demitiu o Secretário de Segurança e o envolvimento dos escalões superiores do governo nestes fatos nunca foi provado.

Foi um dos líderes civis do golpe militar de 1964, porém voltou-se contra ele em 1966, com a prorrogação do mandato do presidente Castelo Branco.

Em novembro de 1966, lançou a Frente Ampla, movimento de resistência ao golpe militar de 1964, que seria liderada por ele com seus antigos opositores João Goulart e Juscelino Kubitschek.

Foi cassado em 1968 pelo regime militar.


Área de atuação/EspecialidadeEditar

Jornalista e político.


Região/Âmbito de atuaçãoEditar

DatasEditar

Local de origemEditar

Rio de Janeiro


Origem socialEditar

Família: Filho do político, tribuno e escritor Maurício de Lacerda (1888–1959) e de Olga Caminhoá Werneck (1892–1979), era neto paterno do ministro do Supremo Tribunal Federal Sebastião Lacerda. Pela família materna, era bisneto do botânico Joaquim Monteiro Caminhoá e descendente direto do barão do Ribeirão e de Inácio de Sousa Vernek, cuja família tinha importante influência política e econômica na região.

Seu bisavô português chamava-se João Augusto Pereira de Lacerda e pertencia a uma das principais famílias da nobreza açoriana, os Lacerdas do Faial, descendentes das nobres famílias dos Pereiras, senhores da Feira e dos Lacerdas, descentes dos reis de Castela e Leão e dos da França.


Formação acadêmica/Influência teóricaEditar

HistóriaEditar

Dicionários e EnciclopédiasEditar

DicionáriosEditar

AurélioEditar

HouaissEditar

EnciclopédiasEditar

Barsa eletrônicaEditar

WikipédiaEditar

Ideologia/Partido/ReligiãoEditar

UDN


Posição no espectro ideológicoEditar

Direita/Centro-direita


Vinculação institucional e/ou internacionalEditar

Grupos/organizações vinculadas ou identificadasEditar

UDN


AutodefiniçãoEditar

Algumas bandeiras oficiais ou normalmente defendidasEditar

Alas/tendências/correntesEditar

Personalidades relacionadasEditar

Antecessores/InfluênciasEditar

Aliados tradicionais/históricosEditar

Sucessores/dissidênciasEditar

Contribuições/Realizações/RelevânciaEditar

Cargos públicos e outras atividadesEditar

Cargos eletivosEditar

Vereador (1945)

Deputado federal (1947-1955)

Governador da Guanabara (1960-1965)


Outras atividadesEditar

Números/EstatísticasEditar

Patrimônio/RendaEditar

Oponentes tradicionais/históricosEditar

Críticas registradasEditar

ObrasEditar

CitaçõesEditar

InternetEditar

Sites oficiais ou relacionadosEditar

Acervo históricoEditar

WikipédiaEditar

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Lacerda


Outros sitesEditar

Assuntos relacionadosEditar

Mídia/NotíciasEditar

Outras informações (atividades informais e outros)Editar

ReferênciasEditar

NotasEditar


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