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'Criminosos famosos ('baderneiros e rebeldes') 'e suas punições exemplares ao longo da história:


Sócrates (469 a.C. - 399 a.C.): Em uma época em que a Grécia estava em guerra, Sócrates insistia em corromper a juventude com ideias subversivas, promovendo assim a desordem, ao mesmo tempo em que negava os valores tradicionais da sociedade. Pode ser considerado um dos primeiros intelectuais subversivos da história. Mas os cidadãos da maior democracia da Antiguidade não deixaram que prevalecesse a impunidade, condenado-o à morte em um júri popular composto por 501 cidadãos.

Espártaco (120 a.C. - 70 a.C.): Durante o período em que cumpria pena, fugiu juntamente com demais criminosos e organizou um bando que passou a saquear e assassinar cidadãos e soldados romanos. Considerado frio e sanguinário, Espártaco e seu bando espelharam terror entre os cidadãos por toda a península itálica, sendo implacavelmente caçado pelas autoridades, até ser finalmente capturado por forças lideradas pelos generais Crasso e Pompeu (que, em reconhecimento por seus serviços prestados, foram posteriormente eleitos governantes de Roma). Uma das versões da história informa que, após ser capturado pelas autoridades, Espártaco teria sido crucificado ao lado de 6.000 criminosos de seu grupo, para que servissem de exemplo aos demais que pensassem em seguir o caminho do crime. Infelizmente contudo, como muitos insistem em não aprender a lição, apresentando alto grau de reincidência, no ano de 4 a.C. mais 2.000 criminosos tiveram que ser crucificados após a contenção de uma rebelião na região da Galileia (região onde nasceria outro criminoso famoso, conhecido no ocidente pela alcunha de Jesus Cristo).

Jesus Cristo (primeira metade do século I d.C.): Um dos mais famosos criminosos da história, Jesus era conhecido por gostar de participar de banquetes organizados nas periferias, sendo visto comumente na companhia de prostitutas e outros marginais, angariando simpatizantes para seu grupo mediante promessas de recompensas. Certo dia, depois de uma ação em que ele e seu grupo depredaram o patrimônio de comerciantes que prestavam serviços junto ao Templo na cidade de Jerusalém, promovendo assim a desordem em um dia de grande aglomeração popular (que ali se encontravam para tradicionais cerimônias religiosas), e colocando em risco a segurança dos cidadãos frente ao exército romano (que era quem tinha a jurisdição sobre o território, muito embora Jesus se declarasse rei dos judeus - em flagrante ato de insurreição), foi preso e condenado à morte por infração de leis judaicas e romanas (no ato de captura, um de seus homens chegou a atingir um funcionário, provocando-lhe lesões corporais graves - em um ato de selvageria, cortou-lhe a orelha com uma espada). Após ser chicoteado, foi executado por crucifixão junto a outros dois marginais. Mas como certos grupos parecem ter gosto em infringir as leis e a ordem, alguns anos depois (c. de 70 d.C.) outra rebelião ocorrida na região precisou ser contida pelas autoridades. Nesta, o exército teve que invadir a cidade e destruir o Templo que era utilizado como esconderijo dos criminosos (as forças legais se aproveitariam de uma briga existente entre as facções dos criminosos na época). No entanto, em flagrante desrespeito e enfrentamento às autoridades, outras rebeliões tiveram ainda que ser contidas energicamente em 117 d.C. e em 135 d.C.. Em todas essas ações, ao tentar controlar os amotinados, muitos soldados romanos morreram e outros ficaram gravemente feridos pela ação dos criminosos. A justiça aos soldados e a seus familiares (muitos pais de família, que deixavam esposa e filhos) somente seria feita séculos mais tarde, com a execução de milhares de judeus no governo de Adolf Hitler.

Joana D'Arc (1412-1431): Terrorista religiosa, dizendo ouvir vozes divinas, liderou grupos armados contra o exército inglês que controlava algumas regiões de propriedade do rei da Inglaterra situados no território francês. Participou ativamente de um conflito sangrento que provocou milhões de mortes, sendo finalmente presa pelos ingleses em 1430 e condenada por seus crimes à morte na fogueira.

Giordano Bruno (1548-1600): Incitando à divisão da população e à desordem por conta da propagação de suas doutrinas subversivas e perigosas, faltando flagrantemente com respeito às autoridades constituídas, foi preso e condenado à morte na fogueira.

Zumbi dos Palmares (1655-1695): Líder da organização criminosa formada por fugitivos que se estabeleceram na região chamada de Quilombo dos Palmares, tendo ali se refugiado após sua fuga, foi o último líder dessa organização, que foi definitivamente debelada com a invasão de tropas do governo no ano de 1694. Zumbi seria executado em 1695, tendo a cabeça exposta em praça pública, para servir de exemplo aos demais que pensassem em seguir o caminho do crime.

Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier - 1746-1792): Membro de um grupo criminoso que desafiava as autoridades constituídas, a organização criminosa popularmente conhecida como "inconfidentes" infringia as leis e pregava a subversão da ordem contra o Estado (do qual decorreria insurreição armada contra o governo). Joaquim José da Silva Xavier, vulgo "Tiradentes", foi condenado à morte na forca após as forças estatais terem descoberto os planos da rebelião, tendo eficientemente controlado a situação e restabelecendo a ordem pública.

Frei Caneca (1779-1825): Joaquim da Silva Rabelo, vulgarmente conhecido como Frei Caneca, participou de duas rebeliões contra a ordem pública e as forças do governo, em 1817 e 1824, tendo ficado 4 anos preso. Insistindo na subversão da ordem e na promoção de rebeliões, foi levado à julgamento e condenado à morte por enforcamento.

Líderes da Conjuração Baiana (1798): No ano de 1798, na onda das rebeliões ocorridas já em Minas Gerais (no episódio envolvendo o criminoso conhecido como Tiradentes), um grupo de desordeiros na Bahia decidem cometer atentados contra a lei, a ordem pública e a propriedade, incitando à desordem e à violência contra as forças estatais. Após meses de tumultos, a rebelião terminaria com a execução exemplar de seus líderes em 8 de novembro de 1799, todos por enforcamento.

Zorro (Joaquin Murietta - 1829-1853): Criminoso conhecido das autoridades, Joaquin Murietta liderou o bando conhecido como "Os cinco Joaquins", ao lado de outros criminosos de mesmo nome, praticando assaltos, roubos e assassinatos na região Oeste dos Estados Unidos. Foi oferecida pelas autoridades uma recompensa de $ 5.000 dólares a quem o capturasse. Segundo informações, o criminoso teria morrido em um confronto armado com a polícia da Califórnia (por um esquadrão especial então batizado de Rangers). Sua lenda serviria de base para a criação do personagem fora-da-lei Zorro, criminoso que empreende diversos confrontos com as forças policiais, que não conseguem prendê-lo.

Cavalo Louco (1840-1877) e Touro Sentado (1831-1890): Líderes de bandos indígenas que empreenderam confrontos armados com tropas do governo nos EUA no século XIX, sendo responsáveis por diversas mortes, dentre elas a do célebre General Custer. Em 1876, Cavalo Louco e mais de 1.500 índios atacaram o General George Crook, dando início à chamada Guerra Sioux. Touro Sentado chegou a ser famoso por conduzir três mil e quinhentos índios contra o Sétimo Regimento de Cavalaria Americana. Em 1877 Cavalo Louco foi morto quando era prisioneiro, depois de uma suposta tentativa de fuga. Touro Sentado e seu filho morreram baleados em uma luta que se seguiu à tentativa de prisão.

Antônio Conselheiro (1830-1897): Líder religioso que insuflava a população contra o Governo, promovendo a desordem e desafiando o exército, que teve que mandar quatro expedições para debelar a insurreição armada organizada com apoio de populares, que passaram a não reconhecer a autoridade do governo, negando-se a submeter-se ao pagamento de impostos e pretendendo estabelecer suas próprias leis. No confronto com os amotinados (após muitas baixas do governo), acabaram sendo mortos todos os rebeldes, sendo a situação eficientemente controlada pelo exército.

Rebelião do Contestado (1912-1916): Desrespeitando leis e decisões judiciais referentes aos legítimos donos das terras que circundavam ferrovia construída no oeste de Santa Catarina, populares iniciam uma rebelião armada (do qual eram comuns saques, roubos e invasões de casas dos homens de bem da região, com grande violência) e que é devidamente controlada pelo governo, de forma enérgica, em um confronto sangrento, do qual decorreria cerca de 9.000 mortos, feridos e desaparecidos, dos quais cerca de 1.000 mortos e feridos do lado das forças do governo.

Rosa Luxemburgo (1871-1919): Criminosa alemã, presa diversas vezes, logo se envolveria com movimentos rebeldes que pregavam a subversão das leis e da ordem, provocando tumultos, desordem, estimulando o confronto de classes e fazendo discursos radicais contra os direitos de propriedade (líder impetuosa, discursava também contra a moderação dos seus companheiros), fatos que estimularia uma grande rebelião ocorrida na cidade de Berlim em 1919, que deixou a cidade em estado de sítio. Como o governo não tenha conseguido conter sua atuação de forma definitiva (ela havia deixado novamente a prisão em 1918), foi espancada e assassinada juntamente com seu companheiro de armas por um esquadrão da morte financiado pelo próprio governo e empresários.

Emiliano Zapata (1879-1919): Pistoleiro mexicano, liderou um grupo armado que atentou contra as autoridades constituídas do México, promovendo a desordem, e o que resultaria em um sangrento conflito com tropas do governo. Chegou-se a oferecer recompensa pela cabeça de Zapata, que acabou sendo morto em uma emboscada promovida por um general do exército mexicano. Atualmente, alguns criminosos mexicanos organizaram um grupo denominado de "zapatistas", em homenagem ao líder criminoso, e entre suas ações permanecem saques e assassinatos, além de confrontos armados com as tropas do governo.

Pancho Villa (1878-1923): Outro fora-da-lei mexicano sanguinário que liderou uma das facções que participou com Zapata das rebeliões ocorridas no México nas primeiras décadas do século XX, contra a ordem pública e o governo. Uma de suas ações terroristas mais famosas foi a emboscada que matou 16 engenheiros americanos que visitavam o México. Outras ações incluíam saques, assassinatos de soldados, roubos de armas e destruição de cidades. Como o governo não conseguia capturá-lo, foi morto em uma emboscada organizada pela polícia secreta e por pistoleiros pagos pelas famílias das vítimas.

Lampião (Virgulino Ferreira da Silva - 1898-1938): um dos criminosos mais perseguidos do Brasil, foi responsável pela morte de diversos policiais juntamente com seu bando composto por cerca de 50 criminosos. Suas ações consistiam em saques, destruição de propriedades, assassinatos, roubo de armas, confrontos armados com a polícia, etc. A polícia conseguiu exterminar o bando em um confronto armado ocorrido no ano de 1938, do qual morreram 11 membros do grupo, dentre os quais Lampião e sua companheira (conhecida como Maria Bonita). Suas cabeças foram cortadas e expostas.

Olga Benário (1908-1942): Terrorista alemã que veio para o Brasil incitar e participar de rebeliões contra a ordem instituída, com a finalidade de derrubar o governo com apoio de organizações terroristas internacionais. Após uma rebelião insurreição frustrada em 1935, foi presa e deportada para a Alemanha, entregue ao governo nazista, que a executou em um campo de concentração. Seus advogados tentarem à época impetrar um Habeas Corpus contra a deportação, alegando que Olga estava grávida de um brasileiro, mas o STF não compactuou com a impunidade pretendida em relação à criminosa. Foi companheira do também terrorista internacional Luís Carlos Prestes, perseguido pela polícia brasileira, mas que acabou saindo da cadeia poucos anos depois da insurreição frustrada, chegando mesmo a eleger-se senador no ano de 1946 pelo Partido Comunista.

Gandhi (1869-1948): Conhecido por incentivar a população ao descumprimento das leis governamentais em vigência na então colônia britânica da Índia. Tendo reiteradamente desafiado às autoridades, promovendo a desordem e grandes atos de desobediência, foi preso diversas vezes, mas nunca o governo o conseguia manter por muito tempo encarcerado com base nas leis vigentes. Considerando a ineficácia do governo, somente foi contido por um assassino indiano que o executou no ano de 1948.

Che Guevara (1928-1967): Um dos mais famosos terroristas da América Latina, o argentino Ernesto Guevara (conhecido como "Che") foi responsável por inúmeras mortes travadas em confrontos armados contra forças governamentais. Conspirou contra diversos governos ao redor do mundo, até ser finalmente capturado pelo exército boliviano enquanto se escondia na selva daquele país, planejando e empreendendo ações com intuito de derrubar o governo constituído.

Óscar Romero (1917-1980): Apoligista do crime salvadorenho, insuflava a população contra as autoridades constituídas e apoiava a ação de grupos terroristas contra o governo instituído de El Salvador. No contexto da Guerra Civil de El Salvador, foi devidamente condenado à morte e executado por um atirador de elite do exército enquanto proferia discursos subversivos. Tinha ligação com o movimento subversivo e herético "Teologia da Libertação", de nítida coloração marxista, e que tinha relações com diversos grupos criminosos na América Latina, dentre os quais colaboradores do guerrilheiro marxista caçado pela polícia Carlos Marighella (morto em um tiroteio com a polícia em 1969) e atualmente defensores dos narcotraficantes das FARC na Colômbia.

Nelson Mandela (1918-2013): Terrorista comunista, ficou 27 anos preso por cometimento de crimes contra a ordem política e jurídica vigentes na África do Sul, sendo o grupo a que estava vinculado (Congresso Nacional Africano, reconhecida organização terrorista aliada incondicional e histórica do Partido Comunista Sul-Africano) responsável por inúmeros atentados e atos terroristas que resultaram na morte de inúmeros cidadãos de bem e agentes públicos.

Malcolm X (1925-1965): Criminoso oriundo das periferias dos EUA, envolvido desde a juventude com prostitutas, golpistas, traficantes e assaltantes, sendo posteriormente preso e condenado a onze anos. Saindo da cadeia, envolveu-se com grupos desordeiros, liderando manifestações contrárias à ordem pública, promovendo a desordem e dificultando o cumprimento da lei pelas forças policiais. Pregando a revolta armada dos negros tendo como inimigo os brancos, aproximou-se do terrorismo islâmico e do marxismo. Tendo em vista a inoperância do Estado na contenção de suas ações, foi "justiçado" com 16 tiros enquanto fazia um discurso subversivo para seus seguidores.

Martin Luther King (1929-1968): Um dos líderes mais famosos dos movimentos contrários à lei e à ordem pública do século XX, seguidor das ideias do criminoso indiano Mahatma Gandhi, chegou a ser preso por organizar ação contra uma empresa de ônibus do Alabama. Promotor de desordens públicas e flagrantes afrontas à legislação, com o tempo conseguiu angariar força e fazer alianças escusas com políticos esquerdistas (que passaram a ter mais poder junto ao Estado a partir dos anos 60 ao redor do mundo). Tendo em vista a leniência dos governos de esquerda contra as desordens e as afrontas promovidas pelo grupo de King, acabou sendo "justiçado" por defensores da lei, da ordem e dos cidadãos de bem no ano de 1968.

Yasser Arafat (1929-2004): Terrorista árabe, principal líder da organização terrorista Al-Fatah, responsável por inúmeros atentados que resultaram na morte de inúmeros civis e agentes públicos na região do Oriente Médio, em especial atos terroristas contra o poder político e cidadãos do Líbano e de Israel. Suspeitas indicam que teria morrido por envenenamento.

Mumia Abu-Jamal (1954-): Outro criminoso oriundo das periferias e guetos americanos, foi membro da organização criminosa "Panteras Negras", grupo armado que promovia a desordem e o confronto armado contra homens de bem. Conhecidos por confrontos com a polícia e por matarem diversos policiais, Mumia Abu-Jamal foi preso e condenado à morte em 1982.


Por fim...:

Robin Hood (Idade Média): Criminoso lendário que empreendia saques e confrontos com as forças do governo, perseguido e desafiando de forma desrespeitosa as autoridades constituídas. Seus crimes consistiam basicamente em saquear carruagens, roubando os homens de bem que passavam pelas estradas próximas à floresta em que se escondia com seu bando. Infelizmente as autoridades nunca conseguiram que cumprisse pena, que no seu caso seria a morte por enforcamento.


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