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Lista parcial com apenas alguns dos casos mais famosos de assassinato (ou suspeitas sérias) envolvendo o Terrorismo de Estado no Brasil orquestrado pelo Regime Militar de 1964-1985:

18/07/1967 - Castello Branco (primeiro presidente pós-golpe de 1964). Comumente vinculado à linha moderada do Regime Militar, morreu em um acidente aéreo em 18/06/1967, tendo seu avião sido atingido por um caça, três meses após ter deixado o cargo de Presidente no qual aprovou a Constituição de 1967 (revogada pela linha dura em 1968).

04/11/1969 - Carlos Marighella (ex-deputado do PCB e militante revolucionário) - morto em 04/11/1969 em tiroteio com a polícia (muito embora ainda se discuta se houve de fato troca de tiros ou execução).

17/09/1971 - Carlos Lamarca (Militar revolucionário) - morto em 17/09/1971 em uma emboscada realizada pelo Exército.

20/01/1971 - Rubens Paiva (Político ligado ao PTB) - desaparecido em 20/01/1971 após ter sido preso e levado para o DOI-CODI.

(Entre 1973 e 1975, ver lista abaixo)

25/10/1975 - Vladimir Herzog (jornalista e militante do PCB) - morto em 25/10/1975 durante sessões de tortura no DOI-CODI, sendo um dos mais famosos casos de assassinato reconhecidamente cometidos pelo Regime Militar no Brasil.

14/04/1976 - Zuzu Angel (estilista e mãe de militante desaparecido na época do Regime Militar). Depois de empreender forte campanha nacional e internacional contra o Regime Militar, morreu em um acidente de carro em 14/04/1976). Em 1998, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos julgou o caso e reconheceu o regime militar como responsável pela morte da estilista.

22/08/1976 - Juscelino Kubitschek (ex-presidente da República e forte candidato a uma nova eleição) - morto em 22/08/1976 em um acidente automobilístico, que é novamente analisado pela Comissão da Verdade por conta da suspeita de assassinato. Foi preso pelo Regime Militar em 1968 , exilando-se depois na Europa. Era um dos três líderes da chamada Frente Ampla (juntamente com João Goulart e Carlos Lacerda), formada em oposição ao Regime Militar brasileiro e defendendo a realização de novas eleições para Presidente.

06/12/1976 - João Goulart (presidente deposto pelo Golpe em 1964) - morto em 06/12/1976, aos 57 anos, oficialmente por ataque cardíaco. Hoje investiga-se possível envenenamento. Era um dos três líderes da chamada Frente Ampla (juntamente com Lacerda e Juscelino), formada em oposição ao Regime Militar brasileiro (e fiscalizada pela Operação Condor).

21/05/1977 - Carlos Lacerda (ex-governador da Guanabara e forte candidato à Presidência da República) - morto em 21/05/1977, oficialmente por ataque cardíaco. Era um dos três líderes da chamada Frente Ampla (juntamente com João Goulart e Juscelino), formada em oposição ao Regime Militar brasileiro e defendendo a realização de novas eleições para Presidente.

01/05/1979 - Sérgio Fleury (delegado responsável pela caça aos militantes subversivos e grupos de extermínio). Depois de servir ao Regime Militar na caça aos terroristas de esquerda e envolver-se com esquadrão da morte, chegou a ser preso, morrendo afogado no dia 01/05/1979. Segundo o agente do DOPS Claudio Guerra, em seu livro "Memórias de uma Guerra Suja", Fleury foi morto por ordem dos próprios militares.

27/08/1980 - Atentado à sede da OAB no RJ - Vítima: Lyda Monteiro da Silva (funcionária da OAB). Atentado com carta bomba direcionada ao presidente da OAB, resultante da Operação Cristal organizada por militares de extrema-direita opostos à liberalização do Regime Militar. No mesmo dia 27, mais duas cartas-bomba foram entregues, no Rio de Janeiro: Uma no Gabinete do vereador Antonio Carlos de Carvalho (PMDB), outra na sede do Jornal Tribuna da Imprensa. Na época, durante o governo do General João Baptista de Oliveira Figueiredo, os inquéritos foram abertos e nada foi apurado.

30/04/1981 - Atentado ao Riocentro - Vítima: Sargento Rosário, integrante do DOI do RJ, especialista em explosivos. A bomba explodiu antes de ser instalada, no colo do sargento, dentro do carro. Atentado atribuído à extrema-direita oposta à liberalização do Regime Militar.


Tentativa frustrada:

Leonel Brizola (ex-governador ligado a João Goulart) - Segundo o agente do DOPS Claudio Guerra, em seu livro "Memórias de uma Guerra Suja", houve tentativa frustrada de atentado contra Brizola depois de seu retorno do exílio em 1979.


Outros casos em aberto relatados em livro pelo ex-delegado do DOPS Claudio Guerra:

[...] As pessoas cujos corpos teriam sido incinerados foram capturadas e assassinadas em dezembro de 1973, como João Batista Rita (M3G) e Joaquim Pires Cerveira (FLN); em 1974, como João Massena Melo, José Roman, Davi Capistrano, Luis Ignácio Maranhão Filho (todos do PCB), Fernando Santa Cruz e Eduardo Collier Filho (ambos da APML), Ana Rosa Kucinski Silva e Wilson Silva (ambos da ALN); em 1975, como Armando Frutuoso (PCdoB). [...] todos esses militantes passaram pelos cárceres do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) do I Exército, na rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, e vários foram sabidamente conduzidos à “Casa da Morte”, em Petrópolis. [...] Outra revelação importante diz respeito ao paradeiro do corpo de Nestor Veras, militante que ingressou ainda jovem no PCB, nos anos 1940, desaparecido desde abril de 1975 sem qualquer pista. Guerra assume a execução de Veras, que “tinha sido muito torturado e estava agonizando” na Delegacia de Furtos e Roubos de Belo Horizonte. “Eu lhe dei o tiro de misericórdia, na verdade dois”, relata (p. 39). O membro do comitê central do PCB teria sido enterrado numa mata próxima a Belo Horizonte, “na estrada para Itabira” (p. 64). [...] No livro, Ustra também é apontado como um dos autores intelectuais da morte do delegado Sérgio Paranhos Fleury, notório assassino de presos comuns e presos políticos (p. 100). [...] Há muitos outros pontos do depoimento de Cláudio Guerra que, por sua relevância, merecem ser tratados em outro texto: é o caso do envolvimento de artistas e jornalistas com o time de torturadores e assassinos do qual fazia parte o ex-delegado do DOPS-ES. http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/mundos-do-trabalho/notas-sobre-o-livro-bomba-do-ex-delegado-claudio-guerra.html.


Sobre a Operação Condor, segundo depoimento do ex-Governador cassado Miguel Arraes:

“Fui procurado por um coronel argelino, assessor do presidente da Argélia. [...] Era uma decisão da direita do Cone Sul. Foi o que revelaram essas pessoas na Argélia. Disseram que estavam transmitindo uma informação saída de uma reunião da extrema-direita do Cone Sul. [...] Eles disseram que todas as pessoas que tivessem relações de peso em seus países deveriam se acautelar. [...] Disseram que a extrema-direita do Cone Sul tinha decidido eliminar políticos e dirigentes com representatividade em seus países. Procurei, então, gente na Europa, gente de confiança. Avisei e pedi que retransmitissem o alerta, e mandei um aviso a Leonel Brizola, que estava no Uruguai. O aviso chegou a ele. Ele pode confirmar isso.”

João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda foram vítimas da Operação Condor, o plano das ditaduras militares dos países do Cone Sul para eliminar líderes políticos na região. Assassinatos, desaparecimentos e atentados ocorreram, simultaneamente, em fins dos anos 60 e nos anos 70, na América Latina e até nos Estados Unidos e Europa.

“Uma espécie de condição para a abertura política era eliminá-los. Foi uma medida preventiva contra os fatos."

http://www2.uol.com.br/JC/_2001/1103/po1103_4.htm


Lista com mais nomes pode ser encontrada em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_cassados,_exilados,_presos,_sequestrados,_torturados_ou_mortos_durante_o_Regime_Militar_de_1964


Outros sitesEditar

http://educacao.uol.com.br/infograficos/2014/cinquenta-anos-do-golpe-de-64/

http://educacao.uol.com.br/infograficos/2014/03/12/entenda-como-foram-os-anos-da-ditadura-militar-em-40-datas-historicas.htm

Assuntos relacionadosEditar

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