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HITLER, Adolf. Mein Kampf (Minha Luta)Editar

HITLER, Adolf. Minha luta. Tradução: Klaus Von Puschen. São Paulo: Centauro, 2001. 509p.

[...]

Levado pelas lições da experiência de todos os dias, comecei a pesquisar as fontes da doutrina marxista. Em casos individuais, a sua atuação me parecia clara. Diariamente, eu observava os seus progressos e, com um pouco de imaginação, podia avaliar as suas conseqüências. A única questão a examinar era saber se os seus fundadores tinham presente no espírito todos os resultados de sua invenção ou se eles mesmos eram vitimas de um erro.

As duas hipóteses me pareciam possíveis.

No primeiro caso, era dever de todo ser pensante colocar-se à frente da reação contra esse desgraçado movimento, para evitar que chegasse às suas extremas conseqüências; na segunda hipótese, os criadores dessa epidemia coletiva deveriam ter sido espíritos verdadeiramente diabólicos, pois só um cérebro de monstro - e não o de um homem - poderia aceitar o plano de uma organização de tal porte, cujo objetivo final conduzirá à destruição da cultura humana e à ruína do mundo. (p. 52)

[...]

Apresentando-a inseparavelmente ligada a toda uma série de exigências sociais bem legítimas, vai ele favorecendo sua propaganda e, por outro lado, despertando a aversão da humanidade bem intencionada em satisfazer aquelas exigências, que, expostas da maneira por que o são, aparecem desde o inicio, como injustas, e mesmo de impossível realização.

É que, sob esse disfarce de idéias puramente sociais, escondem-se intenções francamente diabólicas. Elas são externadas ao público com uma clareza demasiado petulante. A tal doutrina representa uma mistura de razão e de loucura, mas de tal forma que só a loucura e nunca o lado razoável consegue se converter em realidade. Pelo desprezo categórico da personalidade [...], destrói ela as bases elementares de toda a civilização humana, que depende justamente desses fatores. Eis a verdadeira essência da teoria marxista, se é que se pode dar a esse aborto de um cérebro, criminoso a denominação de "doutrina". (p. 236-237)

[...]

Não obstante, ele mostra a pequena capacidade de raciocínio dos nossos chamados intelectuais, quando, justamente nesses círculos, não se compreende que um estado de coisas, o qual não pode evitar o desenvolvimento de uma calamidade como o marxismo, agora não está mais em condições de reconquistar o perdido.

[...]

Quem conhece este povo vê cair-se-lhe dos olhos o véu que impedia descobrir as concepções falsas sobre a finalidade e o sentido deste partido e, do nevoeiro do palavreado de sua propaganda, de dentes arreganhados, vê aparecer a caricatura do marxismo.

[...]

À proporção que me aprofundava no conhecimento da doutrina marxista e me esforçava por ter uma idéia mais clara das atividades do marxismo, os próprios acontecimentos se encarregavam de dar uma resposta àquelas dúvidas.

[...] Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo [...], anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da Terra.

[...]

O que me irritava também era a atitude que se tomava em relação ao marxismo. Para mim essa atitude era uma prova de que não se tinha a mínima idéia do que fosse essa calamidade. [...] Não se percebia absolutamente que, no caso, não se tratava de um partido e sim de uma doutrina que tende a destruir a humanidade inteira.

[...]

Realmente, eu não podia compreender como se vacilava cegamente ante um perigo cujos efeitos - tendo-se em vista a intenção do marxismo - tinham de ser um dia terríveis. [...] O pior era que esse veneno destruía quase insensivelmente os fundamentos de uma sadia concepção do Estado e da economia, sem que os por ele atingidos se apercebessem de que a sua maneira de agir, as manifestações da sua vontade já eram uma conseqüência destruidora do marxismo.

[...]

Inconscientemente, o mundo burguês já se achava contaminado pelo veneno mortal do marxismo.

[...]

Muitas vezes se tentou procurar um remédio para essa enfermidade, mas confundiam-se os sintomas com a causa. Como ninguém conhecia ou queria conhecer a verdadeira causa do mal-estar da nação, a luta contra o marxismo não passou de um charlatanismo sem eficiência.

[...]

A doutrina de Marx é assim o extrato espiritual concentrado das doutrinas universais hoje geralmente aceitas. E, por esse motivo, qualquer luta do nosso chamado mundo burguês contra ela é impossível, até ridícula, pois esse mundo burguês está inteiramente impregnado dessas substancias venenosas e admira uma concepção do mundo que, em geral, só se distingue da marxística em grau e pessoas, o mundo burguês é marxístico [...].

[...]

A satisfação dos interesses dos membros de uma coletividade, em última análise, não é a conseqüência de meras frases teóricas, mas, sobretudo, de uma segurança que no indivíduo se oferece a respeito das necessidades da vida diária e a convicção definitiva daí resultante de que a direção geral de uma coletividade deve atender aos interesses dos indivíduos.

Pouco importa que o marxismo, no terreno da sua teoria das massas, aparente capacidade para tomar sob a sua direção e desenvolver a economia existente no momento. A crítica sobre a justiça ou injustiça desse princípio não será determinada pela prova de sua aptidão para preparar o presente para o futuro, mas pela prova de sua capacidade para criar uma cultura. Mil vezes poderia o marxismo assumir a direção da economia e deixá-la progredir, o êxito dessa atividade nada provaria contra o fato de não estar o mesmo em condições de, pelo emprego do princípio das maiorias, criar essa cultura.

O próprio marxismo deu disso uma prova prática. Não só nunca pôde, em parte

alguma, criar uma cultura, ou mesmo um sistema econômico próprios, como também jamais conseguiu desenvolver um sistema já existente, de acordo com os seus princípios.

[...]

Em matéria política, começa ele a substituir o ideal democrático pelo da Ditadura do Proletariado. Na multidão organizada do marxismo é que ele foi encontrar a arma que a Democracia não lhe dá e que lhe permite a subjugação e o governo dos povos pela força bruta, ditatorialmente.

Seu programa visa à revolução em um duplo sentido: econômico e político.

Povos que opõem ao ataque interno uma forte resistência são por ele envolvidos em uma teia de inimigos, graças às suas influências internacionais. Incita-os à guerra, implantando, se preciso for, nos campos de batalha, a bandeira revolucionária. [...] A contaminação, em matéria de cultura, manifesta-se na arte, na literatura, no teatro. Cobrindo de ridículo o sentimento espontâneo, destroem todo conceito de beleza e elevação, de nobreza e de bondade, arrastando o homem aos seus sentimentos inferiores. A religião é ridicularizada. Bons costumes e moralidades são taxados de coisas do passado, até que os últimos esteios de uma nacionalidade tenham desaparecido.

[...]

E se uma parte do marxismo, por vezes, tenta, com muita prudência, aparentar indissolúvel união com os princípios democráticos, convém não esquecer, que esses senhores, nas horas críticas, não deram a menor importância a uma decisão por maioria, à maneira democrática ocidental! [...] O marxismo marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins, até obter apoio do espírito nacional por ele condenado à extirpação. [...] Então os porta-bandeiras da Internacional vermelha, em lugar de um apelo à consciência democrática, dirigiram uma incendiária proclamação às massas proletárias e a luta se transplantaria imediatamente do ar viciado das salas de sessões dos nossos parlamentos para as fábricas e para as ruas. A democracia ficaria logo liquidada.

[...]

Para tornar a nova causa e seus líderes conhecidos é necessário não somente destruir a crença na invencibilidade do marxismo como demonstrar a possibilidade, a viabilidade de um movimento que lhe seja contrário.




O NACIONAL “SOCIALISMO” X O SOCIALISMO MARXISTA

p. 160

Para mim, porém, e para todos os verdadeiros nacionais socialistas, só há uma doutrina: Povo e Pátria.

O objetivo da nossa luta deve ser o da garantia da existência e da multiplicação de nossa raça e do nosso povo, da subsistência de seus filhos e da pureza do sangue, da liberdade e independência da Pátria, a fim de que o povo germânico possa amadurecer para realizar a missão que o criador do universo a ele destinou.

p. 408

Agora voltávamos, pelo mesmo caminho, para alcançar o nosso quartel, e ali, por fim, tivemos que enfrentar a multidão. Como não tinham logrado perturbar a calma das companhias, mediante gritarias e aclamações ofensivas, os representantes do verdadeiro socialismo, da igualdade e da fraternidade, começavam a jogar pedras. Com isso foi esgotada a nossa paciência, e, em conseqüência, distribuímos pancadas à esquerda e à direita, durante dez minutos. Um quarto de hora mais tarde, não havia mais um vermelho nas ruas.

[...]

Assim é que em 1923 havia necessidade de agir com pulso de aço, a fim de agarrar as víboras que envenenavam o organismo nacional. Só quando isso fosse conseguido é que se teria sentido o preparo de uma resistência ativa.

Naquela ocasião falei até enrouquecer, tentando ao menos esclarecer os chamados círculos nacionalistas sobre o que desta vez estava em jogo e convencê-los que, com os mesmos erros de 1914 e dos anos seguintes, forçosamente teria de surgir um resultado igual ao de 1918. Roguei-lhes sempre deixassem ao destino livre curso e dessem ao nosso movimento a possibilidade de um ajuste de contas com o marxismo. Eu, porém, pregava a orelhas moucas. Eles todos se julgavam mais sabidos, inclusive o chefe da defesa, até que finalmente se encontraram diante da capitulação mais lamentável de todos os tempos.

Naquela ocasião convenci-me profundamente de que a burguesia alemã chegara ao fim de sua missão e que não seria mais chamada a desempenhar nenhuma outra. Vi, então, como todos esses partidos brigavam com o marxismo somente por uma inveja de concorrentes, sem quererem destruí- lo seriamente. Intimamente, todos eles, há muito, se tinham conformado com a destruição da Pátria e o que os movia era exclusivamente a preocupação de poderem tomar parte no funeral. Somente por isso é que eles ainda "lutavam".

[...]

Cap V

Que se ia oferecer às massas, na hipótese da queda da social-democracia? Não havia um movimento ao qual fosse lícito esperar que pudesse atrair as massas de operários, nesse momento, mais ou menos, sem guias.

Cap XIII

A propaganda, tanto pelas suas idéias como pela forma, deve ser organizada para alcançar as grandes massas populares e a sua justeza só pode ser avaliada pelo êxito na prática. Em um grande comício popular, o orador mais eficiente não é o que mais se aproxima dos elementos intelectuais do auditório mas o que consegue conquistar o coração da maioria.

O intelectual que, presente a uma reunião, apesar da evidente atuação do orador sobre as camadas inferiores, critica o discurso, sob o ponto de vista intelectual, dá demonstração da sua incapacidade e da sua ineficiência para o novo movimento. Para a causa só serão úteis os intelectuais que já tenham apreendido muito bem a finalidade da mesma e estejam em condições de avaliar a eficiência da propaganda pelo êxito da mesma sobre o povo e não pela impressão que produz sobre o espirito deles. A propaganda não deve visar pessoas que já formam entre os nacionais-socialistas mas, sim, conquistar os inimigos do nacionalismo, desde que sejam da nossa raça.

Para tornar a nova causa e seus líderes conhecidos é necessário não somente destruir a crença na invencibilidade do marxismo como demonstrar a possibilidade, a viabilidade de um movimento que lhe seja contrário.

Cap VI

Quando ele sai de sua pequena oficina ou da sua grande fábrica, onde se sente infinitamente pequeno, e, pela primeira vez, entra em um comício, e aí encontra milhares e milhares de pessoas com as mesmas idéias que as suas, quando é arrastado pela força sugestiva do entusiasmo de três a quatro mil pessoas, quando o êxito visível da causa e a unanimidade de opiniões lhe dão a convicção da justeza do novo movimento e lhe despertam a dúvida sobre a verdade de suas antigas idéias, então estará sob a influência do que poderemos designar por estas palavras - sugestão das massas. A vontade, os anseios, também a força, de milhares, acumulam-se em cada pessoa.

O indivíduo que entrou para o comício vacilando, envolvido em dúvidas, dali sai firmemente fortalecido. Tornou-se membro de uma coletividade.

[...]

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