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Agostinho

Citações:

E por seu lado, a lei temporal, o que ordena ela a teu parecer senão que esses bens que os homens desejam e podem ter por algum tempo e considerá-los como seus, de tal forma que os possuam, a fim de que a paz e a ordem na sociedade sejam salvaguardadas? [...] Baste-nos constatar que o poder dessa lei temporal em aplicar seus castigos limita-se a interditar e a privar desses mesmos bens, ou de uma parte deles, aqueles a quem pune. É pois pelo temor que ela reprime, e assim dobra e faz inclinar o ânimo dos desafortunados, ao que ela manda ou proíbe. Foi justamente para o governo dessas pessoas que ela foi feita. (AGOSTINHO, 1995, p. 65).

[..] Isso porque a lei humana está encarregada de reprimir crimes, em vista de manter a paz entre homens carentes de experiência, e o quanto estiver ao alcance do governo, constituído de homens mortais. (AGOSTINHO, 1995, p. 38).

Realmente, a condição de servidão, compreende-se, foi justamente imposta ao pecador. [...] A verdade é que mesmo essa escravidão, que é fruto do pecado, encontra o seu lugar na ordem por essa lei que ordena se conserve a lei natural e proíbe que a perturbem – porque, se nada se tivesse feito contra essa lei, nada teria havido a castigar com a pena da servidão. Por isso é que o Apóstolo recomenda mesmo aos escravos que se submetam aos seus senhores e que de bom coração e com boa vontade os sirvam. Desta forma, se não podem libertar-se dos seus senhores, poderão de certo modo tornar livre a sua servidão, obedecendo com afectuosa fidelidade e não com temor hipócrita, até que a injustiça passe e se aniquile toda a soberania e todo o poderio humano e Deus seja tudo em todos [I Corínt., XV, 28]. (AGOSTINHO, 2000, p. 1923-1925).

[...] mesmo assim é justo, porque a servidão é útil a tais homens. É a favor deles que isso acontece, quando acontece com rectidão, isto é, quando aos maus se tira a liberdade de praticarem o mal. Comportam-se melhor dominados – porque libertos comportar-se-iam pior. (AGOSTINHO, 2000, p. 1942).

Por isso os nossos santos patriarcas, embora tivessem servos, administravam a paz doméstica de forma a distinguirem, quanto aos bens temporais, a sorte dos seus filhos, da condição dos servos; [...] Mas os verdadeiros pais de família [paterfamilias] cuidam de todos os membros da sua casa como dos filhos, no sentido de todos adorarem e serem dignos de Deus [...] Mas, se alguém em casa se opuser por desobediência à paz doméstica, é ele corrigido por palavras ou por açoites ou por qualquer outro gênero justo e lícito de castigo, conforme o permite a sociedade humana, para o reconduzir, no seu próprio interesse, à paz de que se tinha separado. [...] claramente se conclui que à paz da cidade se refere a da família, isto é, que a concórdia bem ordenada dos que juntos convivem no mando e na obediência se refere à concórdia bem ordenada dos cidadãos no mando e na obediência. (AGOSTINHO, 2000, p. 1927-1928).

[...] no caso de esse mesmo povo [...] corrompido por aqueles que ambicionam as honras, confiar o governo a homens malvados e criminosos, não seria justo — caso ainda se encontrasse um só homem de bem, revestido de influência excepcional — que esse homem tirasse do povo a faculdade de poder distribuir as honras, para depositar a decisão nas mãos de alguns poucos cidadãos honestos ou mesmo de um só que fosse? (AGOSTINHO, 1995, p. 40).

[...] é, portanto, dever do que não faz mal (innocens) não só não causar mal a ninguém, mas também afastar do pecado ou punir o pecado, quer para corrigir pelo castigo o que é punido, quer para atemorizar os outros como exemplo. (AGOSTINHO, 2000, p. 1927-1928).

[...] Portanto, na Igreja de Cristo, os que defendem doutrinas mórbidas e perversas, se são advertidos a que regressem às sãs e justas ideias e resistem com contumácia e se negam a emendar os seus mortíferos e perniciosos princípios e persistem em defendê-los, - esses tornam-se hereges, saem da Igreja e colocam-se entre os inimigos que a põem à prova. (AGOSTINHO, 2000, p. 1854).


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